Sabe aqueles dias em que tudo dá errado e parece que as forças do destino conspiram contra você? Pois é, 19 de dezembro de 2006 foi um dia desses. Um dia que tinha tudo pra ser perfeito, com Mr. Guigo prestes a entregar o laureado e tão comentado trabalho de conclusão (não tanto por causa do seu conteúdo, mas sim pelo fato de ter sido apresentado no apagar das luzes do semestre, quando toda a população de Porto Alegre já enchia os porta-malas de tralhas rumo à Freeway) e o Inter chegando do Japão com a taça de campeão do mundo.
Tudo começou bem cedinho, quando Mr. Guigo vai ao caixa eletrônico do shopping tentar sacar uns troquinhos pra pagar a impressão a laser e encadernação térmica do supracitado TC, tudo dentro dos conformes. Eis que ao se aproximar do terminal aparece aquela mensagem que ninguém gosta de ler:
"Por favor, utilize outro terminal"
E o tal do outro terminal ficava lááááá no campus central da Ufrgs, coisa de uns 10-15 minutos a pé. Chegando lá, a mesma mensagem poderia ser vista em todos os terminais, exceto pelos que ficavam mais pra esquerda, justo aqueles que não me interessavam, já que aqueles três só servem pra imprimir cheque, tirar extratos e fazer todas aquelas balacas que ninguém usa (pelo menos eu não conheço ninguém que tenha contratado um seguro OuroAuto pelo caixa eletrônico).
O jeito foi voltar pra casa e pegar o dinheirinho que tava guardado debaixo do colchão pra formatura. Sorte a minha de ser preguiçoso e nunca ter me indignado a ir lá na produtora pagar (que por sinal fica a menos de 5 minutos do referido banco).
De volta ao calor escaldante das ruas, dirijo-me à copiadora da esquina, que leva o paradoxal nome fantasia de "Copiadora Original". E não é que a impressora dos sujeitos tava sem toner? A solução foi rumar em direção ao Campus do Vale da Ufrgs (que fica lá na casa do chapéu) e tentar imprimir por lá.
Primeira parada, Instituto de Informática. Eu tinha 99,9% de certeza que não ia ter toner na impressora de lá. E realmente não tinha, então dei um pulo no xerox da Biologia. Impressão, só com jato de tinta. O tio gordo me informa que a xerox da Genética tem impressoras laser. Desço o morro atrás do tal xerox. Depois de duas voltas completas no bloco I, decido ir lá no xerox do CECS (Centro dos Estudantes de Ciências Sociais, seus pervertidos!) e pergunto às gurias onde que tem impressão a laser e me falam pra ir no Stefanini, e me dão todas as coordenadas pra chegar até lá. Nem precisava tanto, pois tinha um plaquinha logo ali do lado indicando o rumo a seguir.
Chegando lá no Stefanini (que acabei descobrindo que é o "Xerox da Genética") sou recebido por um sorridente e colorado sósia do Rogério Ceni, que me informa que não tem impressora a laser e nem encadernação térmica. Foi o gatilho pra fazer o cérebro ir lá bem no fundo da (pouca) memória visual de longo prazo e me avisar que tinha um xerox láááá perto do campus central da Ufrgs onde eu tinha visto uma daquelas impressoras a laser Canon caras e bonitonas. Uma hora e dezenove reais depois, estava eu, de volta ao Campus do Vale, feliz, sorridente e finalmente deixando aquele trambolho de 50 páginas com a tia da secretaria. Agora eu já posso ir pra prisão especial.
Wednesday, 27 December 2006
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