Wednesday, 27 December 2006

Ele está no meio de nós

Sabe aqueles dias em que tudo dá errado e parece que as forças do destino conspiram contra você? Pois é, 19 de dezembro de 2006 foi um dia desses. Um dia que tinha tudo pra ser perfeito, com Mr. Guigo prestes a entregar o laureado e tão comentado trabalho de conclusão (não tanto por causa do seu conteúdo, mas sim pelo fato de ter sido apresentado no apagar das luzes do semestre, quando toda a população de Porto Alegre já enchia os porta-malas de tralhas rumo à Freeway) e o Inter chegando do Japão com a taça de campeão do mundo.

Tudo começou bem cedinho, quando Mr. Guigo vai ao caixa eletrônico do shopping tentar sacar uns troquinhos pra pagar a impressão a laser e encadernação térmica do supracitado TC, tudo dentro dos conformes. Eis que ao se aproximar do terminal aparece aquela mensagem que ninguém gosta de ler:

"Por favor, utilize outro terminal"

E o tal do outro terminal ficava lááááá no campus central da Ufrgs, coisa de uns 10-15 minutos a pé. Chegando lá, a mesma mensagem poderia ser vista em todos os terminais, exceto pelos que ficavam mais pra esquerda, justo aqueles que não me interessavam, já que aqueles três só servem pra imprimir cheque, tirar extratos e fazer todas aquelas balacas que ninguém usa (pelo menos eu não conheço ninguém que tenha contratado um seguro OuroAuto pelo caixa eletrônico).

O jeito foi voltar pra casa e pegar o dinheirinho que tava guardado debaixo do colchão pra formatura. Sorte a minha de ser preguiçoso e nunca ter me indignado a ir lá na produtora pagar (que por sinal fica a menos de 5 minutos do referido banco).

De volta ao calor escaldante das ruas, dirijo-me à copiadora da esquina, que leva o paradoxal nome fantasia de "Copiadora Original". E não é que a impressora dos sujeitos tava sem toner? A solução foi rumar em direção ao Campus do Vale da Ufrgs (que fica lá na casa do chapéu) e tentar imprimir por lá.

Primeira parada, Instituto de Informática. Eu tinha 99,9% de certeza que não ia ter toner na impressora de lá. E realmente não tinha, então dei um pulo no xerox da Biologia. Impressão, só com jato de tinta. O tio gordo me informa que a xerox da Genética tem impressoras laser. Desço o morro atrás do tal xerox. Depois de duas voltas completas no bloco I, decido ir lá no xerox do CECS (Centro dos Estudantes de Ciências Sociais, seus pervertidos!) e pergunto às gurias onde que tem impressão a laser e me falam pra ir no Stefanini, e me dão todas as coordenadas pra chegar até lá. Nem precisava tanto, pois tinha um plaquinha logo ali do lado indicando o rumo a seguir.

Chegando lá no Stefanini (que acabei descobrindo que é o "Xerox da Genética") sou recebido por um sorridente e colorado sósia do Rogério Ceni, que me informa que não tem impressora a laser e nem encadernação térmica. Foi o gatilho pra fazer o cérebro ir lá bem no fundo da (pouca) memória visual de longo prazo e me avisar que tinha um xerox láááá perto do campus central da Ufrgs onde eu tinha visto uma daquelas impressoras a laser Canon caras e bonitonas. Uma hora e dezenove reais depois, estava eu, de volta ao Campus do Vale, feliz, sorridente e finalmente deixando aquele trambolho de 50 páginas com a tia da secretaria. Agora eu já posso ir pra prisão especial.

Sunday, 19 November 2006

Monopoly! (Not a board game)

One of the principles of capitalism is free competition, so people would theoretically benefit from lower prices or better quality products and services.

But, things aren't going exactly like that. In the 80's, there was a myriad of different home computer families, largely incompatible among each other. Until last year, you could choose between a PC or a Mac. But well...now with the shift to Intel processors, Macs can do whatever a PC can, even run Windows (and that's the reason my next computer will be a Mac).

And it really seems Google is taking the world over. Google ads just about anywhere, Orkut, they paid US$1.65 billion for YouTube...and now they got Blogger too.

Where can I hide from them? They can find me anywhere with that Google Earth thingy!

Wednesday, 8 November 2006

Envelheço Na Cidade

"Ah, eu não posso fazer mais nada, eu tou ficando velho, tou acabado, meu pinto não sobe mais, eu preciso fazer alguma coisa pra me alegrar" (Coringa, in "Batman - Feira da Fruta")

Pois é...os dias vão passando e só quando a gente olha pra trás é que a gente se dá conta de como o tempo passa rápido. E eu sinceramente acho que eu tenho uma forte tendência a ficar velho. Talvez tenha sido o fato de desde cedo eu ter sido exposto à situações que me obrigaram a mudar o meu modo de ver as coisas, ou porque simplesmente eu sempre gostei de queimar etapas. Ou então é porque eu acabei virando meio careta, talvez até mais que os meus pais.

Enfim Totó, eu acho que não estamos mais em 1987. Mas por outro lado até que não mudou muita coisa. O Ferris continua sendo salvo na Sessão da Tarde, o Ira! continua envelhecendo na cidade, por incrível que pareça a dupla dinâmica Adam West e Burt Ward ainda aparece na TV e o Outrun original vai ser relançado no Nintendo Wii.

"Quer um charuto, meu filho? É havano!"

Tuesday, 31 October 2006

Sometimes...

Sometimes I lose the will to speak...
Sometimes I lose the will to go ahead...
Sometimes I only want to hide somewhere...
Sometimes I only ask myself why everything goes wrong.

Tuesday, 17 October 2006

A Volta de Fernandinho

Pois é..."Elle" voltou. O povo de Alagoas não o deixou só. Depois de ser o primeiro "peixão" a perder o mandato no país e ter os direitos políticos cassados, Fernando Collor volta a Brasília, desta vez como senador, ocupando a vaga que era de ninguém menos que Heloísa Helena, a "Loló".

Por isso que eu sempre repito que a afirmação mais verdadeira a respeito do Brasil foi feita por um francês, o General Charles de Gaulle, de que o Brasil não é um país sério. Se ele disse isso mesmo, eu não sei, mas que é a mais pura verdade, isso é.

Trilha Sonora: Garotos Podres - Fernandinho Viadinho

Friday, 13 October 2006

A Isca e o Peixe

Eu fico bobo com esses programas que "descobrem" o que as pessoas gostam e mandam mails pra elas com ofertas especiais.

Tudo começou faz uns três anos e pouco, quando eu resolvi comprar um CD do Rancid bem baratinho (R$ 9,90 + frete). Desde então, o pessoal do Submarino vem me metralhando com e-mails de ofertas dia sim, dia não. E quanto mais coisas eu comprava, os mails vinham com maior freqüência, e quase sempre eram sumariamente deletados. (Lei do Consumidor Sovina: evite tentações)

Até que esse ano, lá pelo dia das mães, eu recebo um mail com ofertas, sugestões de presentes pra mamãe, coisa e tal. E eram presentes bem típicos, perfumes, aparelhos de jantar, faqueiros, CDs, DVDs...mas algo me chamou a atenção...uma MOTOSSERRA!!! Quem diabos seria capaz de dar uma motosserra no dia das mães?


Só me lembrei disso porque no dia das crianças me mandaram uma oferta de telefone sem fio.

Sunday, 8 October 2006

Murphy's Law

1:45 A.M. The alarm rings. And you wonder why would someone wake up in the middle of the night. As a F-1 junkie, I just couldn't miss the Japanese Grand Prix at Suzuka, right at the moment when Schumi could end his career with eight titles under his arms!

Well, I turned the TV on, and...all that I got was a multi-coloured distorted image, it looked like I had taken a full shot of acid. But well, I could still hear the sound. So I covered the screen with my raincoat at started to listen to it. And just when the race was about to start, the sound suddenly stops. The TV turned off automagically! And it wouldn't turn on again, no matter what I did.

Who needs a LCD TV when you a have a LSD one?

Soundtrack: The Hellacopters - Bring It On Home

Thursday, 28 September 2006

Avez-Vous Déjà Élu Votre Président?

C'est le mien!!!


Le monde serait meilleur si tous les présidents fussent comme ce président là-bas!

O mundo seria melhor se todos os presidentes fossem como esse presidente aí em cima!

The world would be better if all the presidents were like that president over there!

Explanation: We gotta vote for president on Sunday...yuck!


Sunday, 24 September 2006

Êh Trem Bão Demais Da Conta, Sô!!!

When I moved here to Porto Alegre, in 2001, I saw on newspaper they were going to expand the Trensurb metro Line 1 up to Novo Hamburgo in one end and the Line 2 endpoint station would be just a couple of blocks from home, and all that stuff would be ready by 2006. Sounded too good to be true.

And it was. The Line 1 is still 9 Km away from Novo Hamburgo and the Line 2 only exists in our most optimistic dreams. Meanwhile, the Kaohsiung Metro in Taiwan was expanded by 20 Km in those 5 years. The Nanjing Metro, in China, was non-existent in 2001 and now it has 17 Km.

And we can't even say there's no money. It's "only" US$1 billion! And considering the expansions would attract 450,000 new passengers/day, and each ticket costs R$ 1.60 (US$ 0.75), that'd be US$337,500 per day. And not to mention the other benefits, such as reducing traffic (thus reducing pollution and public health expenses), accidents, commute time and it's simply much more economic than going by bus.

Oh well...I only hope I can see those trains around here before I die.

Tuesday, 19 September 2006

62 coisas que você pode saber (ou não) sobre este que vos escreve

Dona Karina, sabes muito bem que eu sempre fui teu fã. Talvez seja porque a gente tem bastante coisa em comum. E só por isso, eu resolvi virar maria-vai-com-as-outras e publicar um post nos mesmos moldes do teu.

Então, lá vai!!


1. Eu sou um guia de compras ambulante. Sempre que alguém quer trocar de carro, computador, videogame, televisão, casa, comprar roupas ou movéis, a minha opinião sempre é levada em conta.

2. Ironicamente, quando é minha vez de ir às compras, eu sempre faço bobagem. Ou eu acabo pagando caro demais, ou as coisas que eu compro resolvem estragar 15 minutos depois do término da garantia.

3. Eu sofro de TOC (Transtorno Obsessivo-Compulsivo) e isso se manifesta nas piores horas. Eu vivo me coçando, não porque eu tenha vontade de me coçar, mas sim porque eu preciso manter minhas mãos em movimento. As vezes, me dá uma coisa quando eu fico parado em pé no ônibus e não tenho espaço pra me mexer.

4. Como conseqüência do nº3, eu sempre tento manter minhas mãos livres. É comum eu caminhar sob o sol de 30 graus vestindo uma jaqueta de vinil preta, simplesmente pelo fato de não querer carregá-la nas mãos.

5. Eu nunca fui muito chegado em cinema e o mundo me condena por isso. Eu não faço questão da tela grande e muito menos do som ultra mega surround. Eu gosto é de voltar o filme uns 5 segundos quando eu não consigo ler a legenda, pausar pra ir ao banheiro e assistir deitado no sofá usando roupas de baixo. Isso sem falar que a pipoca e o refri nos cinemas são superfaturados.

6. Tem vezes que eu tenho vontade de sair barbarizando por aí feito naquele filme "Um Dia de Fúria". Só não faço porque tenho medo de ser injusto.

7. Há dias que eu quero morrer. Pra ver como o mundo iria sobreviver sem mim. Mas como eu não consigo viver sem ele, eu ia querer voltar rapidinho.

8. Eu nunca fui um adolescente. Nasci adulto e fui virando criança à medida que o tempo foi passando.

9. Quero resolver os problemas da fome, do desemprego, da má distribuição de renda, do racismo. Enquanto isso, eu sigo desempregado e com um Trabalho de Conclusão emperrado.

10. As regras da lógica proposicional não se aplicam a minha pessoa. Se eu gosto de A, e A é igual a B, grandes são as chances que eu tenha um ódio mortal de B.

11. Eu sou extremamente inconstante. Eu consigo gostar e odiar uma pessoa ou coisa ao mesmo tempo.

12. Quando as coisas dependem única e exclusivamente de mim, tudo dá certo. Mas como esse raramente é o caso, quase tudo dá errado.

13. Dizem que eu sou pessimista. Eu digo que os outros é que são otimistas.

14. Não espero nada de ninguém. E espero que não esperem nada de mim também.

15. Se eu pudesse ter superpoderes, eu queria ter Teletransporte e alguma coisa que me permitisse ganhar dinheiro sem esforço e sem ter que passar a perna em ninguém.

16. Eu faço as mesmas coisas que fazia há 20 anos atrás.

17. Às vezes eu me pego fazendo as mesmas coisas que eu não gosto nos meus pais.

18. Eu nunca respondo uma pergunta com 100% de certeza. Mesmo porque eu acho que nunca ninguém tem certeza plena de nada.

19. Quando eu for velho e rico, eu vou virar caminhoneiro e sair por aí sem destino.

20. Eu nunca consigo terminar os projetos que começo, a menos que eles levem menos de três horas.

21. Sempre que eu vejo falarem de alguma doença na TV, eu começo a apresentar os sintomas imediatamente.

22. Se eu tento fazer as coisas do jeito mais fácil, elas dão errado. Se eu tento do jeito difícil, às vezes dá certo.

23. Eu sou um poço de cultura inútil. Tudo culpa da Wikipédia, da Conhecer 2000 e dos livros que eu pego lá na biblioteca setorial de Ciências Sociais e Humanas.

24. Falo besteiras demais e conto piadas que só eu entendo.

25. Eu nunca entendo as piadas que os outros contam.

26. Eu tento me convencer de que eu sou um sujeito frio, calculista, racional e sem emoções. Preciso fazer um curso de marketing com o Duda Mendonça.

27. Eu sou violentamente organizado com a minha coleção de CDs, revistas em quadrinhos e videogames. Em compensação, na minha mesinha há o controle remoto da TV, minha carteira de motorista, meia dúzia de santinhos de políticos que me entregam na rua e eu aceito por educação, várias folhas de papel rabiscado, a conta da Net, uma caixa de papelão do submarino, duas pilhas AA, um par de luvas e um apitinho duma festinha que eu fui faz quatro meses.

28. Sempre que eu penso em algo, alguma letra de música vem à minha cabeça.

29. Odeio essas coisas tipo cerimônia de formatura, festa de 15 anos e todos esses eventos "chiques". Pra mim isso é coisa de pequeno burguês.

30. Frase favorita: "Eu sei que a burguesia fede, mas tem dinheiro pra comprar perfume" (Falcão)

31. Eu acho que o mundo seria um lugar melhor se eu tivesse no controle. Bom, pelo menos pra mim seria melhor.

32. Eu nunca consigo terminar as coisas que eu começo. Prova cabal é que já fazem dois anos que eu tou pra matar o último chefe do Final Fantasy IX e ainda não o fiz.

33. Eu me esqueço das coisas que eu falo e acabo me repetindo, mas de um jeito diferente, ou então me contradigo.

34. Quando eu não tenho vontade ou tenho preguiça de fazer alguma coisa, eu preciso insistentemente de um motivo (mesmo que não faça sentido) para não fazê-lo.

35. Uma ação positiva cancela uma negativa? Não sei, mas eu sempre tenho a intenção de fazer alguma coisa para compensar minhas bobagens. E graças ao n°34, eu nunca as faço, entrando num laço infinito.

36. Eu sempre tento transpor conhecimento de uma área para outras. Aplico as Leis de Newton nas relações interpessoais, Lógica Fuzzy na hora de cozinhar e escrevo meus planos para o futuro em forma de um Diagrama de Fluxo.

37. Eu sou anti-supersticioso. Passo por debaixo das escadas, me atravesso na frente dos gatos pretos e levanto sempre que possível com o pé esquerdo. Vai ver é por isso que eu sou tão azarado.

38. Eu PaSSu mAu Kdu VejU as peXoas iScrEVenDU DEsSe JeItu!

39. Me acho um imbecil. E o resto do mundo, tirando as pessoas que são importantes pra mim, mais imbecis ainda.

40. Se eu tivesse nascido menina, minha mãe ia me chamar de Marina. Minha tia gostou da idéia e colocou esse nome na filha dela.

45. Esqueci de dizer no 36 que eu aplico técnicas de Execução Fora de Seqüência na hora de escrever.

42. Pra mim, um título bem escolhido é essencial. Por mais bonita, inteligente, simpática e legal que seja, eu nunca casaria com uma Gervásia, Perivaldina ou Gastrocnêmia.

44. Odeio pessoas que teimam em ser violentamente precisas. Tipo aquelas coisas de que conhaque só pode ser chamado de conhaque se é fabricado na região de Cognac. Se tem cheiro de conhaque e tem gosto de conhaque, então é conhaque, oras!

41. Não consigo entender porque as pessoas bebem. Cheira mal, tem gosto ruim e te faz falar bobagens.

43. Às vezes eu acho que devo ter sido trocado quando tinha três anos. Não é possível que eu tivesse sido aquele bebezinho de olhos azuis e cabelos loiros encaracolados.

46. Há certos fatos sobre a minha vida que eu não me lembro como ou porque aconteceram. Deve ter algo a ver com o n°43.

47. Se eu começo a escrever, eu só paro quando eu não consigo pensar em mais bobagens.

48. Minha noção de espaço é horrível. Se há dez metros para estacionar o carro, eu acho que só tem cinco. Quando eu paro numa sinaleira, eu paro tão longe do carro da frente, que sempre aparece um bobão e me atravessa. Melhor superestimar as distâncias que subestimar.

49. Eu acho que vou parar por aqui, por causa do 47, do 20 e do 24. E também porque eu não posso entregar todo o peixe de uma vez só...senão não sobra material para as próximas crônicas.

50. Eu sempre omito informações obscuras porque acho que todo mundo já as conhece. E sempre repito coisas que todo mundo já sabe.

51. Quando eu digo que vou acabar, eu acabo me lembrando de algum comentário importante que eu queria fazer.

Monday, 11 September 2006

Blame It On Osama

Five years have passed since the two Boeings hit the World Trade Center towers in New York City. And since then, a string of events started. The conflicts in Middle East restarted, Iraq and Afghanistan were invaded and occupied and first world citizens are now afraid of terrorism like vampires are afraid of fire.

And all of this happens because a single man, the guy who seems to be behind everything bad, the infamous Osama Bin Laden, who had a US$ 25 million bounty on his head. And it sounds quite retarded to me that no one has been able to find him yet. Come to think of it, several of his companions were arrested and are being sexually assaulted in Guantánamo, of course, some of them know someone who knows Bin Laden's whereabouts. And even if they didn't, satellites control the skies, they could simply launch a massive attack on all the suspect locations and presto! Terrorism is gone!

In my humble opinion, probably the less interested in peace is the U.S. weapon industry and its major customer, the U.S. Armed Forces. Why? Since Cold War ended, Western governments have been reducing their military budget sharply, damaging the big and influential American weapon industry. And on the eve of September 11th, the U.S. Congress decided to cut the military spending by US$ 50 billion for 2002. But, thanks to that arabian beardy guy with a turbant, they ended up reversing the Congress decision and throwing even more money at the camo pants' pockets. That means that the current military budget is round US$ 440 billion, more than the whole Belgium produces in a year.

And it just happened that it now seems the whole world became paranoid. The commercial aviation suffered a major hit, and government are setting up barriers everywhere, people are becoming more and more racist, not to mention the countless lives being lost everyday, most of them belonging to people who have nothing to do with terrorist organisation Al-Qaeda or the equally terrorist U.S. Government.

Saturday, 9 September 2006

No Matter What I Do It Always End Up The Same Way

Self-explanatory title.

Everytime I tried to do something to change the current situation, something got in the way and prevented me to do what I want. Then, I simply gave up fighting fate.

Thursday, 7 September 2006

Independência ou... Morte?

Já fazem 184 anos o bigodudo Dom Pedro I foi às margens do Ipiranga, em São Paulo e deu o famoso grito. E pronto: estávamos independentes. Sem sangue, sem mobilização popular, sem nada.

Mas será que somos de fato independentes?

Wednesday, 30 August 2006

Gui e a Urna Filosofal, Parte II

"Um dia pretendo
tentar descobrir
porque é mais forte
quem sabe mentir"
(Legião Urbana - Eu Sei)

Talvez uma das experiências mais acachapantes seja passar uma tarde inteira assistindo uma sessão parlamentar na TV Senado ou na TV Câmara. É Vossa Excelência pra lá, Vossa Senhoria pra cá, e uma overdose de termos eufemísticos e aquele monte de palavra esquisita que parece coisa de advogado. E é interessante também notar como nossos nobres parlamentares se empenham pra dar showzinhos durante as sessões. Muitas vezes, passam horas discutindo coisas fúteis e sem propósito, como por exemplo, dar um nome pra uma salinha do Congresso, ou então decretar o dia 30 de agosto como Dia Nacional do Vendedor de Paçoca. Depois reclamam que não há tempo pra discutir e votar projetos importantes como as reformas previdenciária, tributária, universitária, entre outras tantas que esse país precisa.

E o pior talvez, seja o fato de que os tais "representantes do povo" tenham três meses de recesso por ano, além de uma série de bônus, como o auxílio-moradia, auxílio guarda-roupa (sim, isso existe!), diárias, direito a quatro passagens ida e volta de Brasília pra qualquer outro buraco por mês, vale-refeição, auxílio gasolina e mais um monte de outras coisas, inclusive uma polpuda quantia em dinheiro, supostamente para pagar assessores. Não duvido que haja alguma espécie de auxílio-cachaça ou vale-brega. Além das passagens e do salário-base de 8 mil e poucos de deputado federal (e talvez outros 3 pra pagar uns dois ou três assessores), acho que o resto é desnecessário (pra não dizer outra coisa).

Daí eu me pergunto? De que diabos adianta colocar um sujeito gente boa lá em cima se continua gerando gastos para o governo (ou melhor, para nós mesmos!)? Enfim, eu acho que deveria existir um número menor de parlamentares (coisa de 300 na Câmara e só 2 senadores por estado), com mandatos mais curtos e que houvessem renovações parciais também na Câmara, além de uma série de outras medidas, como vincular os mandatos aos partidos e não aos parlamentares.

Vai ver um dia as coisas mudam...

Sunday, 27 August 2006

Writer's Block

I'm itching to write something, but I really can't think what. Lucky me some other talented folks managed to convert feelings into words.

"When we are young
Wandering the face of the earth
Wondering what our dreams might be worth
Learning that we're only immortal
For a limited time"
(Rush - Dreamline)

"Yesterday I got so old
I felt like I could die"
(The Cure - In Between Days)

"Why worry, there should be laughter after pain
There should be sunshine after rain
These things have always been the same
So why worry now?"
(Dire Straits - Why Worry)

"Money, so they say
Is the root of all evil today.
But if you ask for a raise it's no surprise that they're
Giving none away"
(Pink Floyd - Money)

"Can anybody tell me, tell me exactly where I am
I've lost all sense of direction
Watching the darkness closing around me"
(Genesis - Calling All Stations)

"We're one
But we're not the same
We get to carry each other"
(U2 - One)

"How does it feel when everyone surrounds you?
How do you deal the crowds just make you feel lonely?
What do you say when people are gonna try and pin you down?"
(Duran Duran - A Matter Of Feeling)

"Mudaram as estações e nada mudou
Mas eu sei que alguma coisa aconteceu
Está tudo assim tão diferente"
(Legião Urbana - Por Enquanto)

("The seasons have changed and nothing has changed, but I know something happened, everything is so different")

Saturday, 26 August 2006

日本語で話しましょう!

日本の新聞を読めるには2000漢字がいる。今、私は100漢字ぐらいが分かります。私は2004から日本語を勉強しています。だらか、2044年に日本語の新聞が読めます!

Thursday, 24 August 2006

Foi Dada A Largada! - Edição Extra!

Dona Clarice Basso, eu não conheço a sua pessoa pessoalmente (gostei da redundância), mas salvaste a minha pele. Pois eu tava só procurando uma foto do Lobisomem pra "ilustrar" este humilde e despretensioso blog numa atualização futura, quando deparei-me com um texto completo (e muito bem escrito, por sinal) com praticamente todos os elementos citados no "artigo" "Foi Dada a Largada!" (que deve estar logo ali embaixo) e outros que eu não me lembrava, como o Capitão Gay, o impagável Di Martino (nesta eleição, em alguns programas, ele fazia seu discurso de costas!) e o Paulinho Furacão Vesgo (parece nome de bandido de filme de bangue-bangue).

O texto da D. Clarice está aqui!

Estamos de olho!!!!

A saber: Lobisomem, depois de concorrer a deputado estadual em 2002 pelo PMN, transferiu-se para o PDT, onde concorreu a vereador em Porto Alegre em 2004. Este ano, Lobisomem volta com força total, tentando mais uma vez uma vaguinha na Assembléia Legislativa pelo modesto PTC (Partido Trabalhista Cristão, o mesmo pelo qual Zé do Caixão foi candidato à vereança em São Paulo (por mais contraditório que isso possa aparecer)).

Gui e a Urna (Eletrônica) Filosofal, Parte I

Ano de eleições é sempre a mesma ladainha. A situação defende seu governo, mostrando ou números distorcidos ou através de conceitos vagos ("melhoramos a educação"). Quem já foi governo e tenta voltar, falando que no tempo deles, era tudo melhor, evocando estatísticas antigas que hoje, talvez não façam mais sentido, devido às mudanças de conjuntura. Quem nunca foi nada, aposta na idéia de "renovação".

E lá se vai mais uma eleição, se faz muita propaganda, pouco debate e menos esclarecimento ainda. E como diabos se espera que as pessoas votem certo, se elas não têm a menor noção do que se passa nesse país, e mesmo quando têm, não sabem ao certo as causas e as conseqüências do panorama atual do Brasil. E é muito fácil entender o porquê. Se todos nós fôssemos plenamente conscientes da nossa situação, certamente procuraríamos alternativas e soluções. Mas se o fizéssemos, os atuais donos da situação certamente teriam motivos para estar MUITO preocupados.

Então, eu, cá com meus botões, comecei a pensar: "Que diabos eu faria lá em Brasília?". E cheguei a conclusão que não iria fazer nada, pois qualquer coisa que eu tentasse, seria definitivamente esquecida em alguma gaveta mofada no Congresso. Porque eu quero que as coisas deêm certo. Porque eu tenho interesse em destruir as bases que sustentam o quadro político atual. Enfim, porque eu tenho vergonha na cara.

Wednesday, 23 August 2006

Here Today, Gone Tomorrow

"I let my past go too fast
No time to pause
If I could slow it all down
Like some captain, whose ship runs aground
I can wait until the tide comes around"
(Rush - Time Stand Still)

One of my favourite hobbies recently is complaining why time runs so fast and I can't keep up with it. Phone numbers change, new buildings pop up from nowhere and the places I used to go shopping now all sport "For Sale" signs.

And I know I got a proof to justify my complaints: my brother is turning 12 today. Yeah, twelve. I feel like it was yesterday, the day we brought him home.

Saturday, 19 August 2006

Gui Against The Numbers, Part I

It's interesting how some people here compare elections to things like football or other sports, where they tend to support the side most likely to win and considers themselves as "winners" too. For me, it sounds a bit retarded (even in the football case), because voting isn't simply punching a lot of numbers into the voting machine. We must make ourselves heard and pressure the guys we voted for to do the things we need and to justify our precious ballots.

I'm starting to become so upset about politics that I'm considering starting my own party and running for something next elections.

Wednesday, 16 August 2006

Heia Norge!!

It wasn't this time that Brazil beat Norway. The technically-challenged Norway team played against Brazil in four occasions, and surprisingly, never lost a single match. In 1988, a 1-1 tie in Oslo marked the first encounter between the two sides. Nine years later, Norway won 4-2, again in the Ullevaal Stadion. In the following year, in the 1998 World Cup, Norway won again by 2-1, with a penalty in the 48th minute of the second half, that only the referee and the Swedish TV saw.

And today, both teams clashed again at the Ullevaal. The yellow team was trying to recover from the Germany World Cup, with a new coach and an almost entirely new player roster, with none of the media darlings present, except for Robinho. Despite their clear technical superiority, their excellent performance during the second half and their very offensive formation, they didn't managed to win this time.

The match ended 1-1, with the Scandinavian team scoring first in the 52nd minute, in an odd free kick by Morten Gamst Pedersen, where he actually intended to cross the ball into the box, but no one intercepted it. Eleven minutes later, Daniel Carvalho tied the match with a precise kick, rendering the goalkeeper Myhre completely helpless.

Lineups:

Norway: Myhre; Rambekk, Hagen (Wæhler), Hangeland, J. A. Riise; Strømstad (Grindheim), Andresen, Pedersen (Årst), Hæstad; John Carew (Braaten), Ole Gunnar Solskjær (Iversen).
Coach: Åge Hareide.

Brazil: Gomes; Cicinho (Maicon), Lúcio, Juan (Alex), Gilberto; Edmílson (Dudu Cearense), Gilberto Silva, Elano (J. Baptista), Daniel Carvalho (Vágner Love); Robinho, Fred.
Coach: Dunga.

Tuesday, 15 August 2006

Foi Dada A Largada!

Como todos já sabem, começou hoje a campanha política pra valer. E as tais novas regras de campanha realmente parecem ter surtido efeito. Os programas estão bem mais espartanos, mesmo nas campanhas sempre milionárias de PT e PSDB. Além disso, outra coisa que até achei legal foi a inclusão de legendas, que permite que deficientes auditivos também sejam capazes de saber de todas as besteiras que os candidatos falam.

Engraçado é que eu sempre gostei de assistir horário político. Graças à antena parabólica que puseram lá em casa, eu tive a oportunidade de ver os programas do Paraná, Ceará, Rio de Janeiro, e obviamente, de São Paulo, de onde sempre saem as maiores lendas do mundo político, como o seu Paulo Maluf, Agnaldo Timóteo, o cabeludo Biro-Biro e até mesmo o Zé do Caixão!

E como aparece maluco em época de eleição: Da Luz, Mestre Macaco Branco, Mexicano, Wilson da Frangosul ("Já levaram nossa guaiaca, agora só falta levarem as nossas bombachas!"), Paulão do Polícia em Ação (uma espécie de versão gaúcha do Ratinho, que bate com um chinelo na bancada!), Lobisomem ("nesta eleição, não vote em homem, vote em Lobisomem!"), Pateta, Gaúcho do Beira-Rio (um coroa barbudo com uma camisa do Inter e uma cabeleira de dar inveja em qualquer sikh nesse mundo), Zé da Kombi, Cururu, Joba, Rôla ("Rôla neles!") e outros tantos cujos nomes não me lembro, como o cara da contagem regressiva, a mulher do número "que vai e volta", e o cara do PV que se vestia de sapo (até hoje não sei se era ele mesmo vestido de sapo ou se era outra pessoa).

Mas enfim, tenho até o 1º de outubro pra escolher quais serão os cinco imbecis em quem eu vou votar. Dois eu já sei quem são.

Saturday, 12 August 2006

Out of Time

"You're obsolete my baby
My poor old-fashioned baby
I said baby, baby, baby you're out of time"
(Rolling Stones - Out Of Time)

Technology evolved a lot since Mick Jagger and Keith Jagger wrote the aforementioned song back in 1966. Back then, computers were essentially giant monsters of metal weighing several tons and sprawling through hundreds of square metres, and even things that are considered completely outdated today weren't invented, such as VHS tapes, CDs, Game cartridges and Walkmen, yet they were undoubtfully much more impacting and innovative than their replacements.

One can't deny technology made life easier. Now any $200 keyboard can generate the sound of the thousands of dollars Hammond organ used by the Stones 40 years ago, MP3 seems to be replacing every other sound distribution format, VHS has been virtually banned in new releases, thanks to the much cheaper to produce (and more lucrative to the industry, of course) and much easier to handle DVD and the last cartridge-based gaming console was officially discontinued in 2002.

And well, I must confess I have a trouble adapting myself to new technologies. Pretty ironic, since I study Engineering. But it's not that I don't use them, but I always feel it lacks "something". The ritual of navigating through a myriad of vinyl records, taking it out from the cover, blowing the dust away, putting it on the player, picking up the needle and then carefully placing it on the start of the desired track. Now you just navigate through your MP3 collection and press Play (or Enter, or double-click, or whatever). I think manipulating things, looking at the record sleeves, rewinding the tapes after finish listening or watching them, all of that is part of enjoyment.

Thursday, 10 August 2006

Parenthesis / Parênteses

Now I noticed...my last three posts had the word "life" in their titles...Guess I gotta stop thinking of life and get one for myself!

Agora que eu notei...meus três últimos posts têm a palavra "vida" no título... acho que preciso parar de pensar da vida e arrumar uma pra mim!

Weighted Lives

Sometimes I ponder myself why some events seem to be overrated. I mean, about 3,000 people died in the World Trade Center attacks, and media says it is the worst disaster ever. Meanwhile, there was a civil war in Sudan, the bloodiest war in recent history, with death tolls approaching 2.2 million people, in a 20 year period, and almost nobody knows it. The Katrina hurricane killed less than 2,000 people, but got much more media coverage than the 2004 Tsunami in Southeast Asia, that killed 230,000 people. And even then, the media makes it look like the most affected people were the poor Western tourists who were searching for a safe haven after the "tragical" WTC attacks.

So I ask myself: Does a westerner worth more than an african, a latin american or an asian? No, of course, but the media, and the complete ignorance of the average Joe makes it seem so. And I think that's one of the reasons (and the consequences too, I see some realimentation there) why there so much hate, so much stupidity and so little mutual understanding... Humans suck!

Monday, 7 August 2006

Levando a vida a sério

Primeira aula de Introdução à Engenharia Nuclear. Guigo está lá, sonolento, sentado na última fila da sala de aula, até que um sujeito de óculos fundo de garrafa, cara de judeu ortodoxo e sotaque estranho pergunta:

- Por quê te matriculastes nesta disciplina?

Introdução à Engenharia Nuclear (comumente conhecida como "Nuclear I") é uma disciplina opcional para todos os cursos de Engenharia, e na maioria dos cursos, não leva a lugar algum (em termos de progresso do curso). Pensei em dar a resposta verdadeira, que eu simplesmente me matriculei em todas as disciplinas que eu poderia fazer e depois, ia cancelar todas menos uma ou duas, porque eu basicamente preciso de 4 créditos pra me formar. Então eu resolvi soltar isso:

- É que eu queria construir uma bomba atômica.

O sujeito então pirou e começou a dizer coisas do tipo "você só pode estar doido", "isso está fora do escopo da disciplina" e tudo o mais que pode se dizer. Tem dias que eu fico bobo com a falta de capacidade de discernimento das pessoas.

Sunday, 6 August 2006

A Complete Life

Plant a Tree - Done that several times. When I was 6, I planted an orange tree in my backyard. Less than a month after that, I moved. A couple of years later, we planted some trees at our school. In 2000, the school was bulldozed and so were the trees. And there were several other occasions, but I never witnessed "my" trees growing up.

Write a Book - Depends on the definition of "book". If a book is that stuff you buy at a bookstore which has several pages, a cover, editors, revisers, etc. then I've never did it. But well, I have a lot of stupid things I wrote here that I mostly keep to myself. Maybe if I pack them all into a pdf, I'll have an e-book, right?

Have a Son - None that I know of. And honestly, I don't want to have them right now. Don't want to throw them into this damn evil world without being well prepared myself first.

Thursday, 3 August 2006

Play Along With Me

I have a keyboard. A Yamaha PSR-140. It's old, it was cheap and it has none of the features any professional musician would need, except for two Midi ports in its backside. But hey! It plays the Star Wars theme whenever you press a cutesy yellow button!

The venerable Yamaha PSR-140

Anyway, I have this thing since 2000 and still haven't learn to play it.

But I can play this:


Gary Numan - Down In The Park

Intro: C D A# F C D A F D E C (2x)

C D
Down in the park with the machmen
A# F
meet the machines playing kill by numbers
C D A F D E C
Down in the park with a friend called five
C D
I was in a car crash or was it the war
A# F
But I've never been quite the same
C D A F D E C
Little white lies like I was there

(Solo that I can't play!)

G F C (2x)
A F C (2x)

(And so goes on...)

Note: For some reason, Blogger killed all the formatting I've done... crap!

Monday, 31 July 2006

Desserviço Público

Quando eu tinha 3 anos, eu queria ser motorista de ônibus. Aos 5, eu queria ser o Rambo. Em 1989, eu queria ser Presidente da República. Maiorzinho, eu já queria ser engenheiro (só não sabia ainda qual especialidade). Nenhuma dessas quatro profissões requer curso superior tampouco alguma prova eliminatória. (talvez pra ser Rambo precise de algum teste de atuação, mas se o Stallone conseguiu, eu também consigo, oras!)

Mamãe só queria que eu fosse feliz e ganhasse o suficiente para propiciar aos meus filhos todo aquele conforto e aquelas coisas bem classe média que eu sempre quis ter, mas nunca tive oportunidade, tipo aulas de música, de esportes, cursos sobre coisas variadas, viagens, intercâmbios, escola particular (apesar que eu não precisei dela) e quaisquer outras coisas que contribuam para o desenvolvimento dos pimpolhos. (incluindo videogames, obviamente)

Mas daí veio a realidade. Não dá pra por duas (ou três) crianças numa escola decente sendo motorista de ônibus. O Rambo já saiu de moda faz mais de 15 anos (embora haja uma seqüência sendo rodada). E pra ser Presidente, eu teria que desistir dos meus princípios e ceder às pressões de partidos, "aliados" e todo tipo de interferência destrutiva externa, uma vez que no nosso país há um parlamentarismo branco, de fato.

Sobrou a engenharia então, coisa que vem perturbando a minha cabeça desde 1992. As pessoas diziam que eu levava jeito pra coisa. EU achava que levava jeito pra coisa. Os testes vocacionais também gritavam na minha orelha que eu levava jeito pra coisa. E hoje, 14 anos depois, as pessoas continuam a dizer que eu levo jeito pra coisa, exceto as do setor de RH.

E se as coisas não seguem o seu caminho natural, é sinal de que há alguma coisa muito errada. Talvez eu esteja procurando as coisas no lugar errado, talvez eu não conheça as pessoas certas, talvez o pessoal do RH tenha algum tipo de preconceito contra gente que sofra de TOC, ou ainda, os testes vocacionais e as pessoas tenham mentido pra mim.

Então, cheguei a uma conclusão: enquanto as coisas dependerem única e exclusivamente de meu próprio esforço e capacidade, tudo dá certo. E ela, mamãe, que sempre quis que eu tivesse uma vida tranqüila e sem grandes males contra os quais lutar, sempre dizia que eu devia fazer um daqueles concursos mais "porrada", daqueles que requerem uma formação específica na área e pagam qualquer coisa entre 3 e 8 mil reais. Sei lá eu, Polícia Federal, Banco Central, Petrobras, coisa assim.

Talvez ainda, podia fazer só aqueles concursos tipo INSS, Receita Federal, Ministério Público, ou qualquer coisa que não me faça sentir que estou com a cabeça a prêmio a todo instante, ou que me deixe tempo para me dedicar a atividades extras que contribuam para o meu crescimento enquanto pessoa e que me permitam ser o pai e o marido participativo que eu sempre sonhei ser.

E o sucesso profissional, como que fica? Pra mim, sucesso profissional é atingir o ponto de equilíbrio, encontrar o balanço ideal entre renda, estresse e tempo para cuidar de si, de forma a transformar a vida em algo mais interessante de se viver.

Nem tudo na nossa vida acontece do jeito que a gente quer, por mais que tentemos. Ou a gente se conforma com o que deu pra conseguir, ou mudamos nossos planos. É difícil, eu sei, mas dá-se um jeito.

Mãe, quando eu crescer eu quero ser sábio, sereno e infalível como você.

Monday, 24 July 2006

How Are You?

That's one of scariest questions one could ask, and the one that's always asked, it seems like a protocol:

Person A: "Hello!" (Used to initiate conversation)
Person B: "Hello!" (An acknowledgement, used to show that you're a polite person, even though you don't want to engage in actual conversation with A)
Person A: "How are you?" (An almost mandatory question, it can only be skipped if you already met B very recently, and it's used no matter if you're interested or not on B's feelings)

Now, the most difficult part is to answer it. If one wants to avoid trouble, just say "Fine", even if you aren't.

Person B: "I'm fine, and you?" (Again, B is talking "defensively" and just trying to be polite)
Person A: "I'm fine too, thanks for asking." (Why say thanks? B didn't do you a favour, he/she is just trying to be polite)

But no one is fine all the time, so the answer wouldn't be correct and you'd be lying. So you think of answering something along the lines "Not so good", "I'm so-so" or some other expression meaning you're about 50% okay and 50% not okay. So, let's roll our convo back:

Person B: "I'm so-so, and you?"
Person A: "Oh, why?" (Not that A is interested, he/she just need to keep on talking in order to find a actual subject to start an actual conversation)

That's why that question is scary. If you say you're fine, then that's okay, but if you say you're not, an avalanche of other questions start, including several you don't know the answers or you don't want to talk about. It's a bit evil, if you ask me. People don't "care" when you say you're happy (even if you visibly aren't), but they do "care" when you don't.

In any given moment, we have many reasons to feeling either good or bad, and it'd be simply be so damn annoying to make an exhaustive list:

Person B: "I'm feeling terribly sad."
Person A: "Why?"
Person B: "Because I can't find a job, I broke up with my girlfriend, I had a fight with my family, it's raining, it's obscenely hot for this time of the year, somebody stole my car, my team lost the match last night, there's a war ongoing on Lebanon, there are children starving in Ethiopia and I have a headache."

This is equally annoying, but never happens in real life:

Person B: "I'm okay."
Person A: "Why?"
Person B: "I got a promotion, my girlfriend is pregnant, my family came to visit me, there's a beautiful sun shining outside, I bought a new convertible car and my team won the national championship.

So, next time you ask me how I am, be prepared to listen whatever you don't want to! (Or I could just go the easy way and say "fine")

Soundtrack: Garotos Podres - Oi, Tudo Bem?

Thursday, 13 July 2006

Com todo o gás

Pessoa A: "Já reparou que só falta gás quando a gente tá cozinhando alguma coisa?"
Gui: "É, né? Se faltar gás enquanto a gente NÃO tá cozinhando, é um mau sinal."

Há coisas nesse mundo que são tão óbvias que a gente até se espanta quando alguém tenta raciocinar sobre elas.

Wednesday, 12 July 2006

From Now To Eternity

Syd Barrett passed away last Friday. To me, it was quite a shock: I thought he was dead long before I was born. Maybe because he hasn't made any public appearances in the last 30 years or because he left Pink Floyd back in 1968 due to his drug problems and hard to deal persona.
But now I come to think of how some people doesn't need much time to engrave their names on history. Syd was a member of Pink Floyd for less than 3 years, yet some folks still light candles in his honours and wacky musicians attribute to him the inspirations to create the oddliest sounds imaginable. Another Sid, the Vicious, had a career even shorter than Barrett's, yet he's still celebrated by millions of punks or people who think they're punk, or just a bunch a random people, anyway. And well, we had plenty of Morrisons, Hendrixes, Elvises, and etc.
And now I wonder, how things would be if those folks were still around? Probably the aura around them would be disrupted, or maybe we would realize they aren't the geniuses we always believed they were.
But anyway, that makes me think we don't need to be perfect forever, we don't need to be heroes...we can just draw a couple of good lines before retreating back to the obscurity of a normal life.

Tuesday, 11 July 2006

Saturday, 8 July 2006

Blank Minds Think Alike

I usually complain to myself that I lose too much time thinking about useless things, or think too much about something important to the point I can't decide how to act. Now I'm feeling something weird...I just can't think about anything, no matter how hard I try.

Can't evaluate my problems, nor think of a solution to them. Can't think about my future, nor think about my past. Can't make plans for today, nor tomorrow. I think I just attained my lifelong goal of being able to completely turn my mind off for a while. I just hope I can remember to turn it on later.

Sunday, 2 July 2006

Break's over, mates!

Finally, Brazil got kicked off the World Cup. Honestly, I was wishing for them to fail for several reasons:

  • It wouldn't be funny. They got enough titles. It'd be just like Formula One was a couple of years ago, when no one could threat Michael Schumacher.
  • The team was playing quite bad. But we can't appoint a single cause for that. The players wanted just to break their personal records, the coach was stubborn and folks like Ronaldinho and Kaká were thinking they could do exactly the same thing they do on commercials.
  • The team didn't had a great retrospect either. Except for the matches against Argentina in the Confederation Cup Finals and Paraguay for the World Cup Qualifying Rounds, the team didn't prove it could go very far.
  • One would be very naïve to believe we had a "Superteam". A machine needs several different complimentary types of parts, and it's simply unconceivable in modern football sending a side to the field where only 3 players were active markers and the rest would just stay stopped on the field until growing roots.
  • It'd be a shame if Zidane just retired playing so gracefully against such a feeble team.
  • I placed a bet on France, they were paying 18:1.
But anyway, at least now we, as a country, can focus on what really matters. We got presidential elections coming, and we must take a little more active stance, and work for our future. We must get rid of the "pervert white elite" and the "comrades". We must tell them we ain't peons and make them do what we actually need, even if it means we will have to resort to "unlawful" means.

We have a World Cup only every four years, but we need to make huge efforts to put this country on its tracks everyday, and winning the World Cup won't feed none of us.

Wednesday, 28 June 2006

Dreams...

  • Get married and stay like that until death tear us apart.
  • Have two or three kids, and at least one boy.
  • Have a decent job, it doesn't need to make me rich, but it can't drive me (more) insane either.
  • Buy a red Honda Civic VTi '93 (without that hideous black hood, of course).
  • Visit Hong Kong, Paris and Tokyo at least once.
  • Learn how to read in Japanese.
  • Travel around Latin America in a jeep.
  • Spend about 500,000 yen in random videogames in 秋葉原電気街 (Akihabara Electric Town).
  • Live near the sea.
  • Watch racism disappear.
  • Buy this, this, this, this, this and this.
  • Be a little less lazy.
  • Learn to play keyboard and maybe guitar too.
  • Beat the Alex Kidd in The Miracle World game for Master System.
  • Visit all my friends who live far away and tell them how important they all are to me.
  • Buy a Minimoog (and learn how to play it too).
  • See Palestine, Tibet and Korea free.
  • Go skiing there.
  • Do not ever forget who I am.
  • Remember what were the other ones.

Sunday, 25 June 2006

We got nothing better to do than watch TV and have a couple of brews!

Hello mates,

When I started watching MTV Brazil, back in 1995, most of its programming was devoted to actual music. And when I say "music", I mean "bands/singers who weren't created by a pack of media tycoons in a cozy office in a tall building in some huge and affluent neigbourhood of a metropolis".

Okay, let's get back to the topic.

For some reason, the quality of the music there started deteriorating to a point that the non-music related shows like "The Real World", "Rockgol" and "Hermes & Renato" started to look more interesting than the music itself. Then, I gradually stopped watching MTV regularly by the end of last millennium and would only tune it when there wasn't anything else to do in this small world.

So, in a dark and stormy night, approximately at 3:40 AM, I was zapping through the channels until I found Phil Collins signing "Dance Into The Light". So when the song ended, was ready to switch channels again, but I decided to wait for the next song. David Bowie's "Underground". I thought to myself: "Okay, four more minutes and I'm going to watch some preacher freeing a poor person from an evil spirit."

But I had to change my mind when I heard a VERY familiar synthesizer sound. Gary Numan, in persona, singing "Cars", followed by a plethora of bands who got lost in the 80's: Oingo Boingo, Echo and The Bunnymen, The Police, The Smiths, Joy Division, Twisted Sister, Europe (do they have any other song that isn't "The Final Countdown"?) and Soft Cell, among others (not necessarily in that order).

It was almost 6 o' clock when the first chords of Black Flag's "TV Party" (where I took this post title from) struck my ears and I was trying to keep myself awake at any costs...but I failed, and when I reopened my eyes, I saw a black Michael Jackson dancing with some zombies. I almost had a stroke...I couldn't believe that MTV would display a 14-minute video in the 21st Century!!

But even that couldn't keep me awake for long...so I feel asleep again, and when I woke up, at 10:30... Simple Plan!!! Crap!!! Someone turn me into a vampire now!!!

Friday, 23 June 2006

Kick Off!

Good evening,

This is not my first attempt to set up a blog, I have had several throughout my career as a professional idler. But for some strange reason beyond me, I always ended up deleting them and creating new ones some months later.

Maybe I was dissatisfied with what I posted. Maybe I lost interest. Maybe I was afraid of getting (too) criticized. Maybe I didn't have anything interesting to write. Maybe, maybe, maybe... that's probably the word I use the most! Heheheh!

But anyway, if this infant of mine manages to survive long enough to open its eyes, maybe I'll start posting more interesting stuff, about things I do, things I like, things I think, things I don't do, things I hate, etc. etc. etc.

Cheers,
Gui